terça-feira, 17 de maio de 2011

À distancia...

Parte do meu recente trabalho fotográfico no Alentejo, foi realizado com câmaras remotas. Neste caso usei duas máquinas, que foram camufladas com redes de abafo. Por segurança e fiabilidade usei cabos para fazer disparar os aparelhos. Por vezes uso sistemas de rádio, mas para períodos de acção de menor duração. A distancia entre o comando e as câmaras era grande, o vento podia influenciar a propagação das ondas, e as pilhas podiam ir "abaixo" a meio da espera. Por tudo isto, e no meu ponto de vista o cabo é sempre a melhor opcção.
Antes de abandonar as câmaras tenho de ter todos os parâmetros muito bem seleccionados e pensados. Pois, não posso ir corrigir e ver o que estou a fazer a meio da espera. Sair do abrigo deitaria tudo a perder.
Num dos dias uma das câmaras "passou-se". Sem comando para tal, mudou os settings e alterou a velocidade. O suficiente para que algumas fotos tenho ficado com o sujeito tremido. O calor poderá ter sido um do problemas...
Como escrevi no post anterior, por vezes não chega ter o equipamento afinado, os bichos cooperantes, há que ter também uma pequena dose de sorte. E desta fez o azar veio para incomodar...
Estando habituado a verificar as imagens à medida que as vou captando, este processo é bem diferente. Recorda-me a época do analógico/químico em que ia produzindo fotografias sem as ver. Só podendo analisar os resultados finais muitas horas depois.

sábado, 7 de maio de 2011

Alentejo II

A mochila Lowepro Pro Trekker 600 AW está cheia, só falta mesmo o sherpa para carregar o volume! Amanhã irei novamente para Sul, para terras do Alentejo. As aves esperam-me, o sol irá brilhar, apenas faço votos de alguns dias com sorte. Por mais que faça planeamento, e tenha os equipamentos afinados, a sorte pode fazer a diferença entre uma viagem boa, ou um trabalho muito bom!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Em "grande forma"!

Pop

Após vários dias de campo, acabo de regressar do Alentejo.
Para mim, Abril é provavelmente o melhor mês para se fotografar nesta região do país.
As aves andam em grande agitação, há ninhos por todos os lados, desde o chão, às arvores, ou ainda em íngremes penhascos.
Os mamíferos aparecem pela manhã cedo ou ao final do dia.
É sempre memorável ver uma raposa a caçar!
Os insectos são aos milhões, alguns mesmo lindos e fotogénicos. Há cobras a atravessar estrada, rãs a acasalar nas margens das ribeiras, ou charcos. Em poucas palavras, há muita vida por todo o lado!
Mas uma das lembranças mais incríveis deste tour, foi ver um carro comercial, a cair de podre, atravessar uma ribeira.
Quando cheguei à margem desse curso de água, fiquei ali algum tempo a analisar se seria transponível em segurança e por onde deveria passar com o jeep. Enquanto acabava umas bolachas, do outro lado da margem, apareceu um carro branco a "cair aos bocados". Do seu interior saltaram três indivíduos. O "piloto", ágil e visivelmente animado, avaliou o caudal e em segundos voltou para os comandos da viatura. Engatou a 1ª velocidade e fez-se à ribeira sem vacilar. Fiquei de boca aberta até o "bolide" sair ao meu lado a escorrer água por todos os buracos. Em poucos metros de "navegação" o Peugeot teve água quase a entrar pelos vidros da porta. O capô chegou a estar coberto de água. Acho que foi a visão mais incrível que tive de um carro deste género numa acção radical.
Sentado e aparvalhado, esbocei um sorriso ao "piloto"!
Os outros dois passageiros atravessaram a ribeira vestidos com água quase pela cintura.
Naquele momento pensei na bravura do ser humano, na rudeza daquele alentejo profundo e no desenrascanço do português.
O que me parecia uma tarefa difícil revelou-se um "passeio" para os "locais".

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Uma hora de bonitas ondas

CCVBW2NdC
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Com a maré no topo da enchente, e num local muito concreto da Costa da Caparica, o mar presenteou-me com cerca de uma hora de bonitas ondas. A confluência de duas massas de água, a vaga predominante e a onda que voltava para trás depois de bater nas rochas, chocavam violentamente. Quando vinham os "sets", o fenómeno era mais potente, bonito, grande, emocionante e fotograficamente mais aliciante. Tinha ido beber um café à praia e ao deparar com este espectáculo voltei a casa para apanhar a câmara e a objectiva 300mm. Valeu o dia!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Detalhes vicentinos

Mar
Mar ao final da tarde - Ponta da Atalaia
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Hoje esteve um vento medonho na costa vicentina. Acho que nunca tinha visto tanto vento nesta zona da Arrifana.
Com o céu limpo mas de cor cinzenta, uma tonalidade desgraçada, concentrei-me em fotografar detalhes.
A previsão meteo para os próximos dias não é muito melhor do que vi hoje. O céu vai continuar sem nuvens e cinzento. Para terem uma ideia, às 18h o Sol é uma bola branca. Às 19h já nem se vê o Sol, completamente tapado pela neblina.
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Arm
Armeria com mar em fundo
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SW Alentejano a pé

CBCSpq
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Na Segunda-feira fui a pé do Almograve até ao Cabo Sardão.
A viagem leva algumas horas, mas as paisagens compensam largamente a caminhada pela orla costeira.
Ontem, foi a vez de caminhar na linha de costa a sul da Carrapateira.
Estas caminhadas permitem visitar locais, ou fotografar cenários pouco conhecidos. O céu muito azul, monótono, é que não ficou muito bonito nas centenas de imagens.

domingo, 3 de abril de 2011

+ Almograve

SW
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Sábado e Domingo foram dois dias dedicados ao Workshop "Costa das Cegonhas" da NomadFoto.pt. Com um excelente conjunto de fotógrafos revisitei alguns dos meus locais predilectos nesta zona da costa portuguesa. Apesar da atenção dispensada ao grupo, consegui captar algumas imagens que me agradam bastante.
Os cenários, os detalhes, as cores, as formas parecem não ter fim. As possibilidades fotográficas são enormes, basta ter os sentidos bem alerta e uma boa dose de inspiração para as as imagens "aparecerem"!.
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gaff

sexta-feira, 1 de abril de 2011

SW Alentejano

Almograve3
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Após uma curta passagem pelo interior Alentejo aqui estou de novo no SW alentejano.
Hoje andei pela zona do Almograve, amanha será o dia dedicado ao Cabo Sardão e segunda-feira irei mais para sul.
O meu primeiro objectivo desta saída de campo, não foi nada conseguido. Muitos dos campos que costumava visitar em Abril para fotografar flores, são hoje grandes olivais. A paisagem vai-se alterando para "ambientes" cada vez mais densos e naturalmente muito menos interessantes para a fotografia. Os olivais e eucaliptais "industriais", são cada vez mais compactos.
Aqui pela orla costeira não faltam motivos de interesse e paisagens lindas.
Ao longo da semana irei publicar mais imagens.
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Almograve2

segunda-feira, 21 de março de 2011

Após o caos...

Leão Juvenil

Foram três dias de caos informático (nunca me tinha acontecido tal coisa, durante tanto tempo e de forma tão abrangente). Computadores "mal dispostos", sistemas atrofiados, telefone em "transe"... enfim um "embrulhanço" tal, que não consegui fazer nada durante estes dias. Não só as máquinas estavam com problemas, como as soluções também não foram imediatas. Após várias tentativas, vários "curativos" o Ricardo Guerreiro e o Mário Pereira (à distancia) lá me resolveram a "vida" dos computadores. Não estava muito preocupado com a informação contida nas máquinas, pois faço backups regulares e as minhas imagens possuem uma redundância considerável (3 cópias). Agora ter tudo congestionado, não é nada agradável.
Hoje já consegui tratar mais imagens da minha última viagem de longo curso. Aqui fica um retrato de um jovem leão fotografado no Parque Nacional do Serengeti numa viagem NomadFoto.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Costa das Cegonhas

A chegada da Primavera traz com ela um momento alto para a fotografia de natureza e de vida selvagem. Possibilita-nos observar de perto a actividade de muitas aves e transforma as paisagens litorais, enriquecendo-as com as cores das flores e abundância da vegetação. Estamos perante um cenário pelo qual os fotógrafos de natureza anseiam.
Acompanhe Luís Quinta naquela que é uma das suas zonas predilectas e alvo do seu trabalho enquanto fotografo da Wild Wonders of Europe. O Luís vai mostrar-lhe alguns dos segredos da costa do Sudoeste Alentejano, onde vai poder aprofundar os seus conhecimentos de fotografia de paisagem e de fotografia de vida selvagem. As cegonhas são o ex-libris do local, sendo o único local do mundo onde nidificam em arribas marinhas. Mas encontramos muitas outras espécies a quem apontar as objectivas.
Detalhes do Workshop aqui.
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Casal de cegonhas brancas trata do ninho.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Viagem Fotográfica

Num emocionante safari que viaja pelas planícies do Serengeti, desce à encantadora cratera do Ngorongoro, ou ainda percorre a floresta do Lago Manyara, pode ver de perto a rica fauna africana.
Além dos cinco grandes (big Five - Elefante, rinoceronte, búfalo, leão e leopardo), pode ainda ver inúmeros outros animais, como por exemplo, os curiosos macacos-babuinos, as girafas, hipopotamos, aves estepárias, entre muitos outros.
A grande migração de 2 milhões de animais, entre gnus, zebras e gazelas, será um dos pontos altos desta viagem. Em Agosto iremos ver esta movimentação de animais no Norte do Serengeti, já muito perto do celebre rio Mara.
Detalhes da viagem aqui.


Leopardo Parque Nacional Serengeti

terça-feira, 8 de março de 2011

Editar e arquivar

Para uma boa "saúde mental" é importante não deixar acumular trabalho de escritório. Depois de vários dias no campo, de captar milhares de imagens, é fundamental, no meu ponto de vista, editar, tratar (apenas algumas, diria as 10 melhores da sessão) e arquivar as fotografias produzidas. Depois de vários dias na Tanzania, estou na recta final do processo de armazenamento das fotos. Nesta fase de visionamento, surgem sempre boas memórias do campo. Se forem acompanhadas por uma música em consonância com a colecção de imagens, então o prazer de rever é ainda maior.



Bando de macacos-babuinos - P.N. Serengeti

terça-feira, 1 de março de 2011

Tanzania em Fevereiro...

Leof

Voltei à Tanzania para um Safari com um grupo de pessoas/fotógrafos da Nomadfoto.pt
Visitei novamente o Parque Nacional do Lago Manyara, o Parque Nacional do Serengeti e a Cratera do Ngorongoro. O Serengeti é enorme e mesmo permanecendo na mesma zona a dinâmica da grande migração (gnus e zebras) dá uma animação e uma visão bastante diferente de mês para mês.
Em Fevereiro as grandes manadas estão mais no Sul, as milhares de crias de gnus que nasceram sincronizadas neste mês inundam a área. Para os grandes felinos estes novos e tenros habitantes são o menu predilecto para as suas refeições. Por todo o lado se observa vida e morte nas grandes manadas. Desde os leopardos, aos leões, passando pelas chitas, todos dão ao dente nestas ingénuas criaturas unguladas.
Mais uma vez esta viagem foi fascinante, repleta de surpresas. São tantos os animais e os possíveis encontros, que nunca me irei cansar de voltar à Tanzania e às vastas Savanas do Serengeti.
Fotograficamente falando é de manhã à noite em acção...
Novas datas para Agosto.
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