quarta-feira, 30 de junho de 2010

Coração do Atlântico



Restos de um polvo de profundidade derivam à superficie. Terá sido parte de uma refeição de um cetáceo, que o abandonou algumas milhas a NW de Stª Cruz da Graciosa.

Agora no "Coração do Atlântico" na ilha Graciosa - Açores, vim encher a alma de azul.
Nos primeiros dias fui dar umas voltas ao largo da ilha, ver animais pelágicos, cetáceos, e outras criaturas errantes que muito raramente nos passam perto da vista.
Foram dias plenos de encontros, de avistamentos sempre emocionantes, como por exemplo de golfinhos, baleias, tubarões, ou aves marinhas raras, como o painho de Monteiro.
No mar alto centenas de cagarros utilizavam as suaves brisas marinhas para planarem a poucos centímetros da água. Bordejavam as cristas das vagas sem bater as asas, apenas com habilidade física e perfeição de movimentos. Num abrir e fechar de olhos subiam dezenas de metros rumo ao céu, para instantes depois descerem e voltarem a rasar o mar.
Por vezes vislumbrava as silhuetas das barbatanas de pequenos tubarões azuis. Andavam a poucos centímetros da superfície a desfrutar da luz do Sol.
Por toda a parte os vagabundos dos oceanos, como as grandes caravelas portuguesas, ou as medusas - águas-vivas lembravam-nos como os animais mais belos, podem também ser os mais perigosos.
Apesar do mar estar generoso, com muitos animais e tempo de feição, fotograficamente o trabalho foi muito fraco. Muitos do bichos que queria fotografar, não se mostraram disponíveis para um encontro próximo, olhos nos olhos.
Mas como a alma não é pequena, tudo valeu a pena... para mim simplesmente ver estes animais marinhos foi o suficiente para regressar a terra satisfeito.
Noutras ocasiões tudo resultou a 100%, qualquer dia irei ter novamente aproximações a 100%... basta apenas saber esperar....

3 comentários:

dalila disse...

Ao ler os teus artigos tambem eu sinto falta de " encher a alma de azul".

Helena disse...

De algo que passaria despercebido a qualquer um ficou uma bela foto e uma história para contar. O mar está cheio delas...

Helena disse...

De algo que passaria despercebido a qualquer um ficou uma bela foto e uma história para contar. O mar está cheio delas...