quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Aos ombros de gigantes...

Olhei para esta imagem e lembrei-me de uma celebre frase de Isaac Newton "If I have seen further it is by standing on the shoulders of Giants."
Continuando a desenvolver a ideia dos festivais como um caminho para o crescimento e desenvolvimento do nosso trabalho, seja ele profissional, ou apenas amador, este fim de semana passado 27 e 28 Outubro presenciei a 5ª edição do Imaginature - Festival de Imagem de Paisagem.
O evento bem organizado por Miguel Serra e Luís Afonso, com o apoio do Município de Manteigas, levou até ao coração da serra da Estrela vários oradores e muito público.
Foi óptimo ver e aprender sobre fotografia de paisagens com outras pessoas!
Fotografar paisagens pode ter inúmeras abordagens e motivações. Vi discursos, modos de comunicar, linguagem, modos de fotografar, bem distintos uns dos outros!
É muito bom ver o clássico e o tradicional, mas é igualmente estimulante compreender o extravagante, e entender o radical.
Conhecer novas ferramentas de comunicação, linguagem jovem, ou motivações inesperadas, fazem-nos sair da zona de conforto da nossa criação e pensar em novos caminhos!
Em Bristol, durante a última edição do Wilscreen, além de levar para o festival o meu último filme ( em co-autoria com o colega e amigo Ricardo Guerreiro) "Reino Maravilhoso - Por terras do Alvão e do Marão"...  Pude rever, velhos e novos camaradas de trabalho!
Em baixo, à direita na imagem, está o "senior" Rick Rosenthal!
Depois de ver muito trabalho deste criador, acabei por o conhecer nos Açores durante a rodagem de vários documentários de vida selvagem.
Actualmente encontrarmo-nos em festivais, neste último Wildscreen falou-me e partilhou histórias da sua última produção. Imagens bonitas e inéditas de algumas famílias de cetáceos pelo mundo inteiro, com destaque para alguns planos captados nas águas dos Açores.
Podemos não ir a lado nenhum, depois de assistir a um Festival de Imagem de Natureza, mas também podemos ir bem mais longe se presenciarmos um evento desta natureza!
Uma coisa é certa, nunca venho igual ...

à esq. Franz Lanting à dirt. Tom Peshack

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Inspirar a evolução...

Ao longo de anos tenho procurado manter a inspiração, evolução e actualidade visitando inúmeros festivais de imagem ligados ao mundo natural um pouco por toda a Europa.
Alguns destes eventos visitei muitas vezes, edição após edição, pois achava que os conteúdos eram de  superior qualidade e o retorno após essas minhas viagens eram estimulantes.
Entre os mais notáveis estava, o Festival Mundial de Imagem Submarina (Antibes - França) e o Wildphoto (Londres - GB)... já não existem!
Actualmente, um dos festivais de imagem de natureza (video+foto) que sigo de perto é o Wildscreen (Bristol - GB).
Em meados do mês de Outubro voltei a Bristol para desfrutar de mais uma edição do Wildscreen.
Assisti a filmes muito bem feitos ( a todos os níveis, técnicos, narrativos, emocionais... etc.). Vi palestras na área da fotografia notáveis. Nunca me irei esquecer a FANTÁSTICA conferencia do Tom Peschak "Sharks and Seabirds" (das melhores palestras sobre fotografia de vida selvagem que assisti até hoje ... incluo no meu Top5).
Na memória tenho inúmeras conversas com muitos dos autores, operadores de câmara, produtores de conteúdos de vida selvagem, entre outros.
Presenciar um festival de imagem, é muito mais do que ver belas fotografias e bons clips. É conhecer pessoas, pensamentos criativos, métodos de trabalho, equipamentos especiais, entre muitos outros detalhes.
Em Portugal o gosto pelos festivais de imagem é muito baixo. Os autores de fotografia e de video são pessoas esclarecidas, conhecedoras profundas de toda a mecânica da criação de conteúdos. Por este motivo a adesão aos eventos no meu pais é tipicamente baixo. Existem dois, ou três eventos que mexem com as pessoas, que as fazem percorrer quilómetros, gastar tempo, mas a generalidade dos eventos são muito pouco participados. Esta falta de motivação para assistir a festivais de natureza em Portugal traduz-se na produtividade de conteúdos pouco relevantes. Trabalhos repetidos, sem novidade, sem criatividade, sem objectivos... Pior ainda, inúmeros autores "fecham-se nas suas redomas" e ficam satisfeitos com as banalidades que produzem. As Bio ... CV nos seus espaços, nas redes sociais são reflexo desses "pequenos mundos"... por quase nada intitulam-se fotógrafos da National Geographic, ou de outra publicação de relevo.

Novos equipamentos no Wildscreen 2018 :: Bristol

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Captar o "corpo e alma"...

O som... em qualquer clip de video, filme, ou documentário é como o corpo, ou mesmo a alma da imagem que observamos. A captação de som de alta qualidade, nos locais e ambientes onde registo imagens, passou a ser uma fase importante no meu trabalho.
Um som e sonoplastia de qualidade enriquecem o producto final, potenciam as imagens, reforçam a emoção das histórias.
Nos últimos meses tenho dedicado cada vez mais tempo a esta tarefa tão agradável e desafiante!

terça-feira, 18 de setembro de 2018

A chegar ao fim da viagem...

A recolha de imagens do meu projecto - filme de história natural... Mar da Minha Terra está a chegar ao fim. Mais umas saídas de mar e entro na fase de edição e finalização do documentário.
Pelo caminho ficaram inúmeras surpresas, consumi doses massivas de frustração, mas captei sem dúvida momentos muito especiais, únicos, surpreendentes e históricos.
O trabalho finalizado irá ser um surpresa para todos os que o observarem, como igualmente superou as minhas espectativas.
Quando parti para as filmagens deste projecto, tinham algumas ideias, conhecia alguns relatos de pescadores, li alguma bibliografia (muito pouco material disponível) sobre a região. Mas no terreno fui surpreendido por inúmeros encontros, que nunca imaginei presenciar.
Os oceanos são os locais onde se podem viver as genuínas aventuras.
Posso sair de casa pela manhã e estar inesperadamente a filmar orcas uma hora depois a 3-4 milhas...
Cruzar-me com tubarões oceânicos que dias antes estavam ao largo das Canárias, ou no norte de Inglaterra.
Além de muitos animais residentes que não conhecia (com histórias de vida notáveis), aumentei significativamente a minha lista de espécies que visitam o meu território de trabalho.
Recentemente, mais de uma centena de golfinhos de risso passearam-se no Mar da Minha Terra.
Sociáveis, disponíveis para a interacção e com uma variedade de padrões surpreendente.

fantasmas brancos à sombra do nevoeiro



quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Anémona-morango na National Geographic :: Agosto

É uma anémona comum, mas não deixa de ser uma criatura bonita!
Este indivíduo fotografado num dos esporões da Costa da Caparica é o destaque na rubrica "Visões" deste mês de Agosto na National Geographic Magazine - Portugal

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Belo aquário :: Portinho da Arrábida

Há uns anos que o Portinho da Arrábida se transformou num local excepcional para a observação de vida subaquática. Esta semana constatei que este território no Parque Marinho Luiz Saldanha está ainda melhor, a variedade de espécies de peixes de médio porte, a qualidade das observações são inigualáveis em toda a costa continental portuguesa. Numa palavra só... um Luxo!
Quando cheguei à praia pelas 09:00h da manhã fui ainda surpreendido por uma criatura invulgar, um pequeno tubarão que nunca tinha observado vivo em espaço natural.
Um cação com cerca de 1m metro de comprimento nadava tranquilamente na orla costeira.
Foi um momento muito especial, poder nadar lado a lado com este animal esquivo da nossa fauna marinha portuguesa.


quinta-feira, 21 de junho de 2018

Ingratos...

O mar... o mundo natural dá-nos estas "dádivas"... uma baleia de barbas de grande porte, a boiar perto da costa.
Em concreto uma baleia com cerca de 15 metros ao largo da Fonte da Telha. Não estou a falar de um local remoto, inacessível, a muitas milhas de um porto. Este cadáver derivava a poucas milhas da capital de Portugal, onde meios logísticos para ir ver de perto esta criatura são imensos.
Mas as autoridades nacionais e locais, perante este recurso escasso e valioso (pois pode ser recolhida muita informação cientifica, com meios, tecnologias e conhecimentos muito mais modernos) desperdiça este bem e até o vislumbra como uma monumental chatice!
Sem interesse em ver de perto, o ICNF aguardou que a Autoridade Maritima resolvesse a "coisa" da melhor maneira possível.
No dia 21 Junho 2018 a baleia foi "extinta"...  que espécie era? ninguém sabe!!! causas da morte? não interessa!!! recolha de alguma material para estudos científicos ... zero!
Este cenário recordam-me relatos medievais, em que não existiam recursos, nem saber para estudar um "monstro" destes. Em séculos passados registavam-se as medidas e por vezes fazia-se um desenho de campo.
É triste ver estes animais desafortunados irem parar a lixeiras, ou desintegrados, sem que o conhecimento científico beneficie destas excepcionais ocorrências.

Rebocada para o largo... apenas uma "baleia"!!!


quarta-feira, 6 de junho de 2018

Bela capa!!

É com grande satisfação que vejo esta bela foto captada na praia da Fonte da Telha "Árvores de Areia" publicada na capa do livro "Da Costa... praias e montes da Caparica" de Luísa Costa Gomes - Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Esta imagem foi igualmente premiada no European Wildlife Photographer of the Year 2017 na categoria "Nature's Studio".

terça-feira, 5 de junho de 2018

Before the flood...

Nuvens carregadas de água, deslizam sobre o oceano Atlântico e deslocam-se para Lisboa.
Uma hora depois de captada esta imagem, o Rossio, no centro da Capital, assistia à maior cheia deste Sec. XXI
Estava a acompanhar a faina da arte xávega quando as nuvens e céu se misturaram no horizonte.
No início fui dividindo a captura de imagens entre os espumaços e a actividade humana, mas quando o cenário ficou carregado só tinha foco para as massas de água que evoluíam no horizonte.
Neste mês de Junho, na rubrica "Visões" da National Geographic Magazine - Portugal a imagem vem publicada a dupla página.
Grande satisfação ver o mar da minha terra em destaque nesta publicação de referência.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Ferramenta medonha!... uma objectiva que voa

Com o evoluir destas máquinas, este electrodoméstico cheio de recursos, também as limitações de uso vão ganhando volume.
Para captar uma imagem a 10m do solo e por instantes que sejam, 10 segundos de filmagens, ou meia dúzia de fotos, poderei ter de pedir 5 autorizações a entidades diferentes.
Obviamente que para voos altos, distantes e com outras características especiais, compreendo a necessidade da obtenção de algumas autorizações. Não vejo é necessidade de tanta burocracia para uma captação de imagens num raio de acção de 8-12 metros do operador.
Se captar uma imagem recorrendo a uma vara com 8m de comprimento, não necessito de papelada em particular, mas se for com um drone, já enfrento uma tarefa de escritório no mínimo "chata".
Daqui a uns anos (quando os drones forem tão banais como os smartphones) iremos achar todas estas limitações e licenciamentos absurdos. Mas nos dias de hoje e como novidade que é... existem sempre muitos receios com estes "bichos de sete cabeças"... é uma pena! não vermos mais além... o futuro!

terça-feira, 22 de maio de 2018

Ainda mais lindo!!!!

Há uns anos que não visitava o Parque Natureza de Noudar.
Este mês de Maio, pela ocasião de uma residência artística do Grupo do Risco, voltei a contemplar aquele território.
Estava mais lindo do que nunca... a muita chuva que caiu este ano em Portugal intensificou o poder das plantas na fase de floração.
Havia muita vida na água, quer nas poças, quer nos cursos de água.
Na ribeira do Murtigão encontrei camarões de água doce que nem sabia que existiam! Observei ainda várias espécies de peixe, anfíbios em fase de girinos e repteis.
Foram óptimos dias de campo em boa companhia e com uma natureza exuberante e cheia de vitalidade.
Um local que recomendo vivamente para quem gosta de natureza e biodiversidade.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Bastidores da "Sinfonia de Neptuno"

Um pequeno apontamento do trabalho fotográfico "Sinfonia de Neptuno".
Foram largas dezenas de dias, milhares e milhares de imagens para chegar
às 30 fotos que integram esta coleção.
Foi um prazer realizar esta 1ª fase deste projecto.
A 2ª fase está em desenvolvimento... a mesma linha editorial, mas com equipamentos distintos e novas técnicas fotográficas!

https://vimeo.com/256311252

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Oceano dessaturado

No últimos anos tenho olhado para o mar aberto, com outro "estado de espirito".
Não só contemplo as criaturas que me surgem pela frente, bem como tento visualizar, se essa imagem que me passa pelo visor da câmara é compatível com uma interessante fotografia a preto e branco.
Algumas das fotografias que tenho vindo a publicar a preto e branco (no Luis Quinta Photography - Facebook, ou no @luisquinta65 - Instagram), ora são criações recentes dos últimos meses, ora são estudos e visionamentos de muitas fotos de arquivo que tenho adormecidas em caixas metalizadas com muitos terabytes.
O projecto "Vagabundos do Oceano" vem de longe e irá percorrer o seu caminho até um bom estado de maturação...
Uma exposição e um livro em papel serão dois dos produtos que procuro finalizar com qualidade e no médio prazo (2-3 anos).
Pelo caminho vou conversando sobre o projecto (conferências), sobre a beleza das criaturas e do espaço aberto, cheio de mistérios e ameaças, bem como a partilha de ideias e vivências com outras pessoas.
Um pequeno portfólio sobre este trabalho, foi recentemente publicado pela revista National Geographic Magazine - Portugal (Fevereiro de 2014) intitulado "Mar Aberto".

Abertura do artigo da National Geographic Magazine - Portugal - Fez'18